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Investindo em Ações a Longo Prazo: uma análise dos ciclos econômicos citados no livro

O livro "Investindo em Ações a Longo Prazo"

Para mim, um dos melhores livros já escritos sobre investimentos, indico ele nos 4 livros que todo investidor deve ler.


Capítulo 4 do livro "Investindo em Ações a Longo Prazo"

Durante o capítulo 4 da Parte 1 do livro Investindo em Ações a Longo Prazo de Jeremy Siegel, ele faz uma análise previdenciária mundial utilizando dados históricos, demográficos e os comparando com ciclos econômicos. Com isso dito, eu utilizei uma visão simplista e empírica pautada em ideias e números de alguns autores além de Siegel, como por exemplo, Ray Dalio. Não é uma análise econômica e o intuito principal do texto é expor a história e os dados seguidos de uma sequência lógica.



Pois bem, a primeira coisa a ser interpretada e aprendida é que a economia é feita de ciclos de curto e longo prazo. Durante os ápices de curto prazo, onde a população enxerga prosperidade e alcança bens desejados, o governo encontra possibilidade de realizar reformas claramente prejudiciais a economia, porém, de forma geral, populares. À exemplo, no intervalo de 1950 (pós década perdida) a 2008, a idade média de aposentadoria no Estados Unidos caiu de 67 para 62 anos. Durante esses anos no auge dos short-term cicles, medidas populistas foram, gradualmente, sendo adotadas e no final o resultado foi um decréscimo da idade de aposentadoria em 5 anos.


A questão previdenciária no livro "Investindo em Ações a Longo Prazo"

O mais interessante é que na mesma época que a idade de aposentadoria caiu em 5 anos, a expectativa média de vida do americano subiu 9 anos. Obviamente, existe uma disparidade que ao longo dos anos os governantes acharam válido dar sequência.


Alguns economistas apontam esse como um dos fatores da crise de 2008. A critério de comparação, em 2013, existiam 28 aposentados para 100 trabalhadores, proporção que era de 13 para 100 em 1950. A previsão é que em 2050 seja 56 para 100. Além disso, vale citar, o Japão, onde a previsão é de 113 para 100 na mesma data.


A partir desses dados, tem-se outra discussão. Com a provável desvalorização dos ativos das pessoas aposentadas, e consequentemente de todas as outras pessoas, já que se seguirmos a lei da oferta e da demanda, quanto mais bens estão sendo ofertados (aposentados tendem a se desfazerem de ativos para viverem o resto da vida) e menor demanda interna (menos pessoas trabalhando proporcionalmente), a tendência dos preços é de queda.

Investindo em ações a longo prazo.

Dessa forma, os aposentados passariam a não ter mais capacidade de viverem conforme planejado levando a geração abaixo deles a trabalharem mais. A desvalorização de ativos passa a prejudicar diretamente o governo e sua arrecadação.


A solução proposta por Jeremy Siegel

Ainda assim, existe uma alternativa na qual Jeremy Siegel acredita: a integração plena dos países desenvolvidos com os em desenvolvimento e os pobres. Entretanto essa questão parte de uma premissa básica que é o menos barreiras comerciais. Em um mundo de expansão do comercio global sem barreiras, ou seja, sem protecionismo, os jovens das nações em desenvolvimento podem produzir e comprar ativos para/dos Idosos das nações ricas. Caso as barreiras forem consideravelmente reduzidas, os idosos poderão se desfazer de seus bens pelo preço esperado para chineses, por exemplo, que desde de 1980 viram seu poder aquisitivo crescer 15% e novas 190 milhões de pessoas entrarem na classe media do país por ano.


Outro país capaz de ajudar nesse processo é a Índia que desde 1991 se aproveita de medidas mais liberais adotas por seus governantes como a desburocratização e permissão de entrada de capital estrangeiro. Muitos países da África têm chances de ajudar. Hoje a média geral da África de aposentados para pessoas trabalhando é 7,5 para 100.


Conclusão

A tendência é que as nações desenvolvidas deixem a produção de metade do PIB mundial para em 20 anos serem responsáveis por 1/3. Ou seja, de forma resumida, se tais economias não se abrirem para os emergentes, facilitando a entrada e saída de bens/mercadorias/capital em geral, eles terão uma inevitável queda de seus indicadores econômicos e sociais a longo prazo. A abertura de uma economia é uma maneira de ambos os lados ganharem.


Assim, quanto mais os países emergentes crescem e ganham possibilidade de investir em ações/títulos de empresas americanas melhor é para os USA que vão ter reinvestimento por parte das empresas aportadas no país. Além, é claro, de estabilizar o preço dos ativos no país.


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